domingo, janeiro 04, 2004

Publicidade e afins:

Gosto da publicidade como arte... Há ideias que me deixam espantado com a criatividade dos seus idiotas (digo-o de modo apreciativo). Adorei, à uns tempos, uma publicidade da Audi em que era colocado num painel na rua uma chapa de metal normal... Com o tempo a placa de metal enferrujou toda excepto a parte da placa que era feita de um metal inoxidável. Essa zona inoxidável era o desenho de um Audi e as letras de um spot publicitario, alusivo à qualidade dos materiais usados na produção do automóvel... (Se eu arranjar as fotos do placard ponho-as aqui...).
Recebi por e-mail, no meio de todo o lixo que me chega diáriamente o seguinte:


Quote:
"Do Aroma Que Elimina o Odor da Peixaria às Novas Zonas de Lazer
Por S.R.
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2003
O cheiro, ou melhor, o "marketing" aromático, começou há alguns anos a ser usado como elemento de "merchandising". Actualmente, há "hipers" em Portugal que lançam um aroma a frutas na zona das frutas e legumes, ou uma fragrância que possa eliminar odores desagradáveis como os da secção da peixaria.

As empresas começam agora a descobrir o potencial do sentido olfactivo, que "tem uma força incrível nas pessoas", defende Renata Camargo, presidente da Cimp, empresa de "merchandising". A primeira experiência com aromas feita em Portugal foi realizada pela Cimp com uma multinacional que vende detergentes. O produto esteve exposto junto de uma máquina própria, trazida da Alemanha, que exalava o seu aroma. "Enquanto a máquina lá esteve, o produto vendeu 250 por cento acima do normal e três semanas depois de ser retirada vendia 100 por cento a mais", relata Renata Camargo.

No lançamento de dois novos sabores de iogurte, os clientes de um hipermercado depararam-se com uma arca frigorífica distinta da concorrência, onde os produtos estavam divididos por cada um dos lados do móvel, junto do qual era lançado para o ar o aroma do respectivo sabor - morango ou laranja.

A arrumação da loja também tem vindo a mudar desde que abriu a primeira grande superfície em Portugal. "O Continente da Amadora tinha logo à entrada a zona da fotografia e depois a das máquinas de lavar", lembra Ana Cristina Monteiro, da Promocentro, e também formadora no Instituto de Merchandising. A nova tendência das grandes superfícies é a criação de áreas de lazer. "Hoje todos os novos hipermercados têm um café onde se pode tomar uma bica e comer um bolo para se fazer um intervalo nas compras e retemperar forças", refere Dineia Gerardo, da empresa de "merchandising" Abl.

Começa também a ser vulgar assistir a iniciativas dos produtos dentro dos espaços comerciais que não visam as vendas directamente. Recentemente, uma marca de pastilha elástica oferecia um "check up" à boca, gratuito e sem qualquer compromisso de compra.

O chão das grandes superfícies ensaia as primeiras experiências neste domínio, apostando-se no "publichão", publicidade colocada no piso que emite sons e cheiro.

O uso das novas tecnologias é cada vez mais frequente, nomeadamente a colocação, junto dos produtos, de um pequeno ecrã de plasma que emite um filme publicitário - nalguns casos é o mesmo que passa na televisão, noutros é um anúncio criado especialmente para o efeito. Segundo os especialistas, é uma maneira de tirar partido do impacto do meio televisão. "A pessoa vê o anúncio, grava e esquece. O bom 'merchandising' aproveita isso", sublinha Renata Camargo. "
end quote.



Ao que eu comento:

Gostei das ideias mas...
"O chão das grandes superfícies ensaia as primeiras experiências neste domínio, apostando-se no "publichão", publicidade colocada no piso que emite sons e cheiro. "

Eu é que não quero pisar a publicidade da Dodot e muito menos estar por perto quando alguém cometer o erro de passar por cima da publicidade a um qualquer laxante!